Autor: André Dala Possa

  • BNCC-Computação: evento marca encerramento de formação básica de professores no Vale do Itajaí

    BNCC-Computação: evento marca encerramento de formação básica de professores no Vale do Itajaí

    Projetos desenvolvidos desde 2025 em 41 escolas mostram o potencial da cultura digital na educação pública

    Emoção, protagonismo e inovação marcaram o evento de encerramento da formação continuada “Educação em Computação na Contemporaneidade”, realizado no dia 20 de março, no auditório da Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Blumenau. Promovida pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em parceria com a CRE-Blumenau, a iniciativa reuniu 12 equipes finalistas, representantes de escolas de toda a região para a apresentação de projetos pedagógicos desenvolvidos ao longo da formação.

    O encontro celebrou a culminância de um processo iniciado em 2025 que envolveu mais de 40 escolas, mobilizando professores, gestores e estudantes na implementação da BNCC-Computação na Educação Básica. Ao longo da manhã da sexta (20) o público acompanhou 12 apresentações em formato de pitch, nas quais as equipes finalistas compartilharam experiências que integram tecnologia, pensamento computacional e desafios reais do cotidiano escolar nos seus respectivos territórios.

    Para a articuladora da formação pela CRE-Blumenau, Lisandra Inês Herpich, os projetos desenvolvidos evidenciam o potencial transformador da educação quando articulada à cultura digital. “Vimos a evolução dos temas semana a semana e conseguimos perceber que nossos educadores e estudantes estão atentos e mais preparados para lidar com pautas como segurança na internet, mudanças climáticas, identidade, violência de gênero, sustentabilidade e análise de dados”, comemorou. As sequências didáticas foram planejadas e executadas de forma interdisciplinar, conectando diferentes áreas do conhecimento. As apresentações foram marcadas por entusiasmo e envolvimento das equipes, que demonstraram domínio dos conteúdos e forte vínculo com as problemáticas abordadas.

    Parcerias que ampliam o alcance da educação pública

    A formação é resultado de uma articulação institucional robusta, que envolve, além do IFSC e da CRE-Blumenau, programas institucionais como o + Ciência na Escola, o Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig) e o Receita Cidadã, da Receita Federal do Brasil. A presença da Receita Federal no projeto evidencia uma dimensão estratégica: a destinação de mercadorias apreendidas para fins educacionais, contribuindo para a realização de atividades práticas, inovação pedagógica e estímulo ao protagonismo estudantil. As escolas premiadas receberão ao todo mais de R$ 200 mil em equipamentos, incluindo espaços makers do + Ciência na Escola e reforço de equipamentos para qualificação da cidadania digital, como câmeras, microfones, drones e computadores.

    Para a Coordenadora Regional de Educação de Blumenau, Cleusa Furtado Kratz, a iniciativa representa um avanço importante na consolidação da BNCC-Computação no território. “Estamos vivenciando um movimento de transformação pedagógica muito significativo, e tenho certeza que essa metodologia é adequada para outras regiões, Santa Catarina merece um programa sólido e responsável como esse. As escolas estão incorporando novas metodologias e fortalecendo o pensamento computacional de forma contextualizada e criativa”, avaliou.

    Ao longo da formação, os participantes foram desafiados a desenvolver sequências didáticas alinhadas ao pensamento computacional, mobilizando conceitos como decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e construção de algoritmos. “Eu sou apaixonada pelo programa que criamos a muitas mãos. Hoje é um dia de celebração. As experiências que vimos aqui mostram que é possível traduzir diretrizes curriculares em práticas significativas, conectadas com a realidade dos estudantes. Estamos falando de uma educação que forma sujeitos críticos, criativos e capazes de atuar no mundo contemporâneo”, comemorou a diretora executiva do IFSC, professora Ana Paula Kuczmynda da Silveira, que coordenou o projeto desde a concepção ainda quando atuava como diretora-geral do IFSC-Gaspar.

    A Receita Federal do Brasil esteve representada pelo delegado adjunto Marcelo Stoiani Nercolini e pelo analista tributário Kelcio Cesar Goedert. Presentes durante todo o evento, Marcelo participou como avaliador dos pitches e já na sua fala na mesa de abertura conclamou os profissionais da educação para que perseverem.  “Não deixem as boas iniciativas morrerem. Iniciativas como essa são estratégicas para o desenvolvimento social e humano do nosso país. Precisamos que vocês não desistam e mantenham um processo de crescimento e qualificação dos projetos em suas escolas. Infelizmente temos esse problema no Brasil: boas ideias têm duração curta. Nós queremos que vocês continuem e para colaborar oferecemos incentivos como a premiação oferecida por meio do Receita Cidadã”, disse.

    Vencedores da categoria “Melhor Pitch

    Durante as 12 apresentações, em pitches cronometrados de até 5 minutos, os professores defenderam suas escolhas metodológicas, destacaram os resultados e o potencial de replicabilidade das estratégias. Uma banca pública, composta por especialistas convidados, atribuiu notas em seis critérios. Por meio de plataforma exclusiva do LabCidig, as avaliações foram computadas e, assim, a plateia conheceu os destaques: 

    EscolaNota finalEducadores(as)
    EEB Bruno Hoeltgebaum94,29Daniela Steinheuzer
    Ingelore Otto
    Frei Policarpo90,54Jhone Heitor Theiss
    Lidiane Reinert
    Wagner Adriana Volles
    Christoph Augenstein88,75Ariana Helena Silva de Souza
    Mariene Fischer Nunes
    Jaqueline Zeferino
    Victoria de Oliveira Silva

    As integrantes da equipe campeã receberam smartphones e as três escolas que subiram ao palco na categoria melhor pitch foram premiadas com uma consultoria exclusiva do LabCidig para fortalecer as ações de promoção de Cidadania Digital. Conforme o coordenador do laboratório, professor André Dala Possa, o trabalho conjunto já iniciará em abril. “Essa parceria entre o IFSC, a Secretaria Estadual de Educação e a Receita Federal tornarão as escolas referência em cidadania digital. Vamos promover um diagnóstico integral com os educadores, famílias e gestores locais. Durante 18 meses estaremos lado a lado com a rede para contribuir com estratégias de produção de conteúdos, experimentação de metodologias inovadoras e avaliação contínua dos impactos. Graças às doações do Receita Cidadã poderemos ousar nos projetos, melhorando a infraestrutura das escolas e realizando oficinas com cada comunidade escolar”, falou.

    Vencedores da categoria Relatório Crítico-Reflexivo

    Cada uma das 12 equipes finalistas produziu um relatório técnico, com registros fotográficos, análise de resultados e qualificação das metodologias propostas e executadas. Esses documentos foram distribuídos para avaliação ad hoc, e assim conhecemos as três escolas contempladas com espaços makers, financiados pelo programa + Ciência na Escola do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI) do Governo Federal.

    EscolaEducadores(as)
    EEB Christoph AugensteinAriana Helena Silva de Souza
    Mariene Fischer Nunes
    Jaqueline Zeferino
    Victoria de Oliveira Silva
    EEB Senador Evelásio VieiraPriscilla Sayuri Saito de Oliveira
    Luan de Pinho
    Cristiane dos Santos Mendes
    EEB Pe. José MaurícioGiovani Vendrami
    Joel de Souza

    Cada espaço maker é composto por itens diversos ligados à metodologia STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Na prática, são ambientes de estudos orientados para a prática de prototipagem, fabricação digital, robótica e eletrônica. O coordenado do + Ciência na Escola no IFSC, professor Glauco Cardozo destacou que o foco da parceria com as escolas premiadas é o protagonismo discente. “Como educadores da rede federal, queremos que as escolas de todo o Estado vivam a ciência e a tecnologia com o mesmo entusiasmo que nós vivemos no IFSC. Vamos melhorar a infraestrutura desses ambientes e oferecer conhecimento aplicado para engajar os estudantes e professores locais em experiências mais transformadoras”, antecipou.

  • Receita Cidadã e Laboratório de Cidadania Digital ampliam parcerias

    Receita Cidadã e Laboratório de Cidadania Digital ampliam parcerias

    Equipamentos eletrônicos que seria destruídos podem virar novos produtos e ajudar a sociedade

     

    O programa Receita Cidadã, da Receita Federal, e o Laboratório de Cidadania Digital do IFSC ampliaram os termos da parceria institucional nesta quarta-feira (11). A partir de projeto apresentado pelo professor André Dala Possa, em 2014, e atualizado em 2025, o IFSC recebe mercadorias de diversas naturezas, principalmente descaminho. Os itens são doados pela Receita Federal para ampliar o alcance das atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão – sempre dentro de programas ou projetos. O repasse realizado em 11 de março totaliza R$ 205,23 mil e será destinado para premiações de estudantes participantes das maratonas de inovação (hackathons) organizados pelo Laboratório de Cidadania Digital dentro das unidades curriculares que integram a estratégia de curricularização da extensão.

    Na avaliação do coordenador do programa no IFSC-Florianópolis, professor André Dala Possa, essa parceria é estratégica em vários aspectos, principalmente quanto à possibilidade de inovar e motivar os estudantes em torno de desafios complexos com potencial para impacto social.

    “Nossos estudantes são desafiados dentro dos princípios da extensão a aplicarem seus conhecimentos, habilidades e competências para criar novos usos a produtos como cigarros eletrônicos e os populares ‘TVBox’. Com isso, vamos além dos conteúdos teóricos, engajamos as turmas e geramos possibilidade de transformação social”, disse.

    Para a analista tributária da Receita Federal do Brasil, Maria Cristina Galloti, a Receita Federal apoia iniciativas como essas, voltadas à formação de professores e ao desenvolvimento de competências digitais nas escolas, para fortalecer a cidadania fiscal desde a base educacional.

    “Os esforços da Receita Federal somados ao do IFSC preparam cidadãos mais conscientes e participativos. Da mesma forma, as maratonas de inovação promovidas em ambiente de ciência e tecnologia abrem espaço para que conhecimento e criatividade se transformem em soluções sustentáveis para mercadorias que, normalmente, precisariam ser destruídas”, comemorou.

    Três pessoas em pé ao redor de uma mesa com eletrônicos expostos, em uma sala interna. Sobre a mesa há caixas de videogame, celulares e outros equipamentos, com uma placa da Receita Federal ao centro.
    Receita Cidadã e IFSC são parceiros em várias frentes desde 2014
  • Cidadania Digital na Infância: proteção de Crianças e Adolescentes na Internet

    Cidadania Digital na Infância: proteção de Crianças e Adolescentes na Internet

    A Ascensão da Cidadania Digital e os Desafios da Proteção Online para Menores

    Em um mundo cada vez mais conectado, a internet se tornou um palco central para o desenvolvimento, a socialização e a educação de crianças e adolescentes. No entanto, essa vasta paisagem digital, repleta de oportunidades, também esconde perigos significativos que exigem atenção e ação proativas. A construção de uma sólida cidadania digital é fundamental para garantir que os jovens possam usufruir dos benefícios da tecnologia de forma segura e responsável.

    A exposição a conteúdos inadequados, o cyberbullying, o assédio online e a exploração sexual são apenas alguns dos riscos que os menores podem enfrentar. A falta de supervisão e conhecimento, tanto por parte dos pais quanto das próprias crianças, pode torná-los vulneráveis a essas ameaças, comprometendo seu bem-estar físico e psicológico.

    Diante desse cenário, o Laboratório de Cidadania Digital do IFSC-Florianópolis une-se a pais, educadores e a sociedade em geral para debater estratégias à criação de ambientes digitais mais seguros. A legislação brasileira tem buscado acompanhar essa evolução, com iniciativas que visam coibir crimes e proteger os mais jovens, como a Lei nº 15.211, de 2025, que trata de crimes cibernéticos e a proteção de dados, conforme divulgado pelo Planalto.

    A Importância da Cidadania Digital para o Desenvolvimento Saudável

    A cidadania digital vai além do simples uso da tecnologia. Ela engloba o entendimento dos direitos e deveres online, a capacidade de discernir informações confiáveis, a ética nas interações virtuais e a proteção da própria identidade e privacidade. Para crianças e adolescentes contemporâneos, desenvolver essas habilidades desde cedo é parte da formação como cidadãos conscientes e atuantes na sociedade contemporânea. A escola, torna-se espaço de construção de importância sublinhada para essa rede de proteção.

    Promover a cidadania digital significa dar aos jovens as ferramentas necessárias para navegar na internet de forma crítica e segura. Isso inclui ensiná-los sobre os perigos potenciais, como a disseminação de notícias falsas, o compartilhamento excessivo de informações pessoais e os riscos de interagir com estranhos online.

    Riscos no Universo Digital: Uma Ameaça Constante

    Os perigos no ambiente online são multifacetados e em constante evolução. O cyberbullying, por exemplo, pode causar danos emocionais profundos, levando à ansiedade, depressão e isolamento social. A exposição a conteúdos violentos, pornográficos ou que incitem o ódio pode distorcer a visão de mundo dos jovens e impactar negativamente seu desenvolvimento.

    A FADC (Fundação de Avaliação e Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia) aponta que a falta de preparo dos pais e responsáveis em lidar com essas questões contribui para a vulnerabilidade dos menores. É essencial que os adultos busquem conhecimento e ferramentas para acompanhar e orientar os jovens em suas jornadas online.

    Estratégias de Proteção e Prevenção para um Ambiente Online Seguro

    A proteção das crianças e adolescentes no universo digital requer uma abordagem combinada. A educação é a pedra angular, com pais e escolas ensinando sobre segurança online, “etiqueta digital” e os perigos de compartilhar informações pessoais. Estabelecer regras claras sobre o tempo de tela e os tipos de conteúdo acessados também é fundamental.

    Ferramentas de controle parental podem ser aliadas importantes, mas não substituem o diálogo aberto e contínuo com os jovens. É vital criar um ambiente de confiança onde eles se sintam à vontade para compartilhar suas experiências online, sejam elas positivas ou negativas, permitindo a intervenção e o suporte necessários.

    O Papel da Legislação e da Responsabilidade Coletiva

    A legislação, como a Lei nº 15.211 de 2025, é um passo importante para coibir crimes e punir os responsáveis por práticas ilícitas no ambiente digital. No entanto, a efetividade dessas leis depende da conscientização e da colaboração de toda a sociedade. A denúncia de conteúdos e comportamentos suspeitos é um ato de cidadania essencial para a proteção dos mais vulneráveis.

    Promover a cidadania digital é um esforço contínuo que exige a participação ativa de pais, educadores, órgãos governamentais e da própria indústria tecnológica. Somente através de uma frente unida será possível garantir que o universo digital seja um espaço de aprendizado, crescimento e diversão, livre das ameaças que podem comprometer o futuro de nossas crianças e adolescentes.

  • Contorno Viário da BR-101/SC: IFSC faz pesquisa com a comunidade sobre impactos na qualidade de vida

    Contorno Viário da BR-101/SC: IFSC faz pesquisa com a comunidade sobre impactos na qualidade de vida

    Levantamento participativo está levantando informações com moradores e trabalhadores da Grande Florianópolis durante todo o mês de novembro sobre mobilidade após a inauguração do Contorno Viário. Questionário leva de 8 a 10 minutos e pode ser respondido on-line.

    O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC – Câmpus Florianópolis) deu início hoje a etapa de coleta de dados do projeto de Ensino, Pesquisa e Extensão “Contorno Viário da BR-101/SC: avaliação dos impactos na qualidade de vida na Grande Florianópolis”. A iniciativa está sob coordenação dos professores André Dala Possa e Márcia Eunice Lobo e tem a participação de estudantes dos cursos de Engenharia Civil, Eletrônica, Mecatrônica e Elétrica. O objetivo é ouvir a comunidade sobre as mudanças percebidas após a entrega do Contorno Viário — como tempo de deslocamento, fluidez do trânsito, segurança viária e acesso a serviços.

    Como participar

    • Quem pode responder: pessoas a partir de 18 anos que moram ou trabalham na Região Metropolitana da Grande Florianópolis.
    • Tempo estimado de preenchimento: 8 a 10 minutos.
    • Período: de 1º a 30 de novembro de 2025.
    • Para participar, clique aqui!

    Privacidade e segurança dos Dados

    A pesquisa é acadêmica e integra projeto de curricularização da extensão no ensino superior. Portanto, segue os princípios éticos e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As respostas são anônimas, tratadas apenas de forma agregada, não há exposição de dados individualizados em nenhuma hipótese. Os dados ficam armazenados em ambiente seguro do IFSC, sob guarda dos professores responsáveis, e os campos de contato são opcionais, usados somente para devolutiva dos resultados à comunidade que desejar conhecer o relatório específico dessa etapa da pesquisa em primeira mão no final do ano. As informações obtidas por meio do projeto também serão divulgadas à governança e comunidade, com indicação das próximas ações pensando principalmente mobilidade urbana, infraestrutura viária e qualidade de vida.